Devo dizer que o cenário de cinema atual não me atrai muito. Sim, há produções incríveis; sim, há grandes histórias e grandes mentes por trás destas histórias. Mas ainda assim o retrato que tenho da situação atual do cinema mainstream são uns poucos talentos reais escondidos no meio de muito, muito trabalho genérico. É esse tipo de coisa que me causa extrema letargia à idéia de ativamente ir assistir a um filme. Portanto foi quase por coincidência que assisti Água para Elefantes neste final de semana.

Água Para ElefantesÁgua Para Elefantes

No cômputo final, não é um filme ruim. É a história – contada em flashback – de um veterinário que vai parar em um circo, se apaixona pela esposa do dono do espetáculo e... bem, você provavelmente pode imaginar para onde isso aqui vai. E também certamente adivinhará que um elefante é envolvido na história, visto que está no título. A bem dizer, este é exatamente meu (ligeiro) problema com o filme: a história não é nada demais. O pano de fundo circense da época da Grande Depressão, sim, é interessante a rodo. A história em si, por outro lado, não chega a tanto.

Na verdade, a história me lembra Moulin Rouge. Mas pode ser só impressão minha.

Talvez seja meu gosto ambivalente para romances, entretanto. Reconheço que o filme tem visuais interessantes(novamente: o ambiente circense é instigante, deixadas de lado as liberdades poéticas) e alguns personagens que poderiam ser melhores se melhor desenvolvidos. Suponho que seja um bom filme para se ver acompanhado(fique à vontade para inserir seu "Forever Alone" aqui) e conta com aquela que é provavelmente a melhor morte por elefante já mostrada em um filme.

Enfim, deixo aqui minha avaliação ambivalente. Se você acha que vai gostar... vá em frente.

Veredicto: 6/10