Já que já deixamos claro que tudo o que você publica se torna público – eu sei, ovo de Colombo... – vamos continuar aqui com a hipótese nula de que você não dá a mínima pra isso. Todo mundo sabe a que festas você vai, onde você não faz idéia de como chegou pela manhã, qual a sua raça de cachorro favorita – ei, redes sociais também são pra coisas completamente inofensivas! Questão é: você tem uma vida social. Legal.

Aparentemente não tão legal pra algumas empresas. E eu acho isso meio errado.

"Meio" porque acho que a empresa tem todo o direito de fuçar em coisas que você fez pública. Novamente, a responsabilidade é sua – e não vou tocar aqui em coisas que outras pessoas façam públicas por você; isso é fofoca. E eu entendo perfeitamente que uma empresa não vai querer te contratar se você passa o horário comercial falando mal da empresa em que você trabalha agora, ou tripudiando da filosofia empresarial deles. Ate aí é compreensível.

Só que aí o texto descreve o candidato indesejável aparecendo em fotos na balada, com bebida alcóolica e visivelmente bêbado. Sim, e daí, senhor recrutador? Se o sujeito aparece na segunda de manhã e faz um excelente trabalho, que diferença faz quantos e quais drinks ele bebe?

Existem casos e casos, claro. Se seu trabalho pretendido realmente envolver ter uma vida pública, ou você esteja se candidatando a um cargo na Igreja(ou não, sei lá) isso provavelmente importa. Mas para a maioria dos empregos, a não ser que o candidato esteja fazendo coisas extremamente repreensíveis – e provavelmente já devia era estar preso a essa altura do campeonato –, acho que uma separação entre vida profissional e pessoal é extremamente importante.

Se bem que, se sua empresa quer contratar uma máquina sem alma em forma humana, você provavelmente não quer trabalhar pra eles, então fica a dica: poste uma foto com um copo de cerveja na sua rede social favorita. Isso vai te salvar de um belo pé no saco no futuro.