Continuando nosso Especial Bioshock, na semana passada falamos de Bioshock, esse FPS sensacional que me fez criar gosto por FPSs de novo desde... Duke Nukem 3D. :P Hoje vamos falar da sensacional continuação Bioshock 2!

Bioshock 2
Bioshock 2

Bioshock 2 começa 10 anos depois do final do primeiro Bioshock... bom, na realidade começa antes ainda, mas apenas em flashback. No papel de Delta, o primeiro Big Daddy, o jogador assiste a trágica história de como sua Little Sister foi raptada por uma misteriosa mulher chamada Sofia Lamb. Ele entra em um coma induzido e acorda anos depois após a decadência de Rapture, a morte de Andrew Ryan e a inesperada ascensão de Lamb como uma heroína populista. Delta, recebendo mensagens telepáticas de sua "filha", precisa atravessar a nova Rapture e enfrentar os subordinados de Lamb para recuperar a pequena Eleanor e fugir de Rapture antes que tudo vá, com o perdão do péssimo trocadilho, por água abaixo.

Bioshock 2 continua sendo um FPS de jogabilidade divertida e história impressionante, embora seja melhor no quesito jogabilidade – com 'plasmids' aprimoráveis e a possibilidade de usar armas 'e' plasmids ao mesmo tempo – do que na história. Na verdade, o problema é que, quando se olha mais de perto, a história de Bioshock 2, assim como sua principal antagonista, não tem absolutamente nenhum impacto na história do jogo anterior, o que é no mínimo estranho considerando que Lamb é descrita como uma estadista com influência muito abrangente em toda a cidade. A despeito disso, há muitos ótimos momentos, especialmente o confronto com os "chefes" de cada setor – acontecimentos que influenciam também no final do jogo – e o bizarro trecho que envolve entrar na mente de uma Little Sister perto do final do jogo. Ops, spoiler. Mas acredite, isto é um dos menores spoilers que eu poderia dar. :P

Como mencionado na última resenha, Bioshock 2 realmente brilha nos cenários. Os ambientes de Bioshock, embora bastante bons, parecem claustrofóbicos perto das estruturas expansivas de Bioshock 2, e trechos incríveis onde finalmente podemos aproveitar o fato de que Rapture é uma cidade submarina. Sim, podemos até mesmo andar 'fora' da cidade, graças ao uniforme de Big Daddy. E além disso, há o ponto onde o jogo realmente brilhou pra mim, que é o personagem principal e a bagagem emotiva que ele carrega.

Não apenas existe a história passada do personagem, e sua motivação para chegar ao final do jogo – que é resgatar sua "filha" –, mas também a mecânica de obtenção de ADAM agora envolve não apenas eliminar Big Daddies para salvar ou "explorar" as Little Sisters, mas como você 'é' um Big Daddy, você precisa proteger as meninas dos muitos – e bota muitos nisso – splicers à espreita enquanto elas fazem o trabalho de colheita. E, acredite ou não, o jogo faz um bom trabalho em fazer você tomar pra si o dever de proteger essas lindas fugitivas de uma audição para o papel de Samara em 'O Chamado'

Aunnn... só que não
Aunnn... só que não

Bioshock 2 ganha um 4,5/5 porque, apesar de ser uma melhoria do primeiro jogo em vários aspectos, incluindo os cenários, as novas armas e maneiras de combinar os plasmids e armas para melhor eficiência, e principalmente o caráter empático do jogo, a história falha em alguns aspectos, especialmente em dar à antagonista alguma presença realmente marcante no jogo – ela realmente parece ter saído do nada da história do primeiro jogo. No final das contas, o jogo dá um passo à frente e outro pra trás. Pois é.

Ah, e eu ia quase esquecendo: sim, temos abelhas. Não só isso, você pode transformar seus inimigos em 'armadilhas de abelhas'. Nesse ponto eu estou sinceramente esperando que Bioshock Infinite tenha alguma arma de abelhas, porque todo jogo deveria ter uma dessas. :D