Bom, mais um Big Brother Brasil começou e eu falhei miseravelmente na minha tentativa de permanecer o mais completamente alheio a este espetáculo grotesco por mais um menos uma semana negativa. Pois é, isso invadiu minha vida uma semana antes de começar, não sei como aconteceu. Mas dane-se.

A função deste texto é reiterar meu total descaso com o programa e deixar claro que eu não vou comentar sobre o dito-cujo, até porque isto é um site de resenhas, mas vá lá, é pra isso que temos editoriais. Só que eu não tenho tanto contra o programa e muito menos contra quem gosta do programa. Sei que temos leitores(uma leitora, pelo menos?) que curte e comenta sobre isso. Não é problema. Tudo bem. Na verdade, meu maior problema é outro.

Meu problema é gente que não gosta de BBB, abomina BBB, acha que BBB é o ápice da decadência cultural deste país(Carlos Nascimento ficaria orgulhoso) e acha que é seu dever moral e cívico lembrar a todos desse fato a todo momento. Esta pessoa, ao contrário da pessoa que gosta do reality show, me irrita porque quem gosta pelo menos tem um bom motivo pra puxar este assunto, mesmo que eu não queira comentar sobre isso. Em contrapartida, esta pessoa, que provavelmente é um intelectual digno da Mensa, insiste em chamar a atenção para um assunto que, contraditoriamente, ela diz não apoiar de forma alguma, ignorando a óbvia observação de que programas de TV vivem de audiência, portanto dar atenção ao BBB é tão efetivo quanto tentar destruir um formigueiro entupindo-o de açúcar.

Porque é você, ó supra-sumo da inteligência que neste momento deve estar ouvindo Bach e lendo Maquiavel – isso é o que as pessoas inteligentes fazem no tempo livre, certo? – que entope as atualizações das redes sociais que eu acompanho mesmo que levemente puxando ad nauseam um assunto sobre o qual eu não quero falar e você supostamente odeia, previsivelmente colocando o programa sob um holofote ainda maior e mais luminoso e de maneira estrondosa e masoquista contribuindo com a fama do objeto de seu desdém, sua mula!

Então, é isso. Temos mais dois meses de programa por aí. "Vamo que vamo".

(E, que deselegância a minha, terminar este texto sem linkar nosso jovem colega Bruno Pedrassani, que comenta mais ou menos no mesmo tema em seu próprio blog.)