Bom, vamos à nossa primeira resenha de jogo iOS. Pra começar, um joguemos de graça. Mas antes, uma intro...

Dark Dot!
Dark Dot!

Você talvez já tenha lido alguma discussão sobre o potencial do iOS(o sistema operacional por trás do iPod, do iPhone, do iPad...) para jogos, provavelmente encabeçada pelo nosso companheiro Israel Nobre. Bom, o grande ponto forte do iOS é a sua loja online, a App Store, e a abertura para pequenos mas capazes desenvolvedores distribuirem seus jogos a preços baratos, o que facilita muito vender(porque quem é que compra um jogo de que nunca ouviu falar por mais de 100 contos?!). Então você tem jogos a níveis bem decentes(até mais que decentes) por menos de $10(em termos brasileiros, bota aí uns R$20,00, ainda mais barato do que muito jogo na PSN!). E o mais incrível é que há bons jogos disponíveis totalmente de graça, mesmo que em formato Freemium. Isso é o tipo de coisa que literalmente não se vê em mais lugar nenhum.

Mas nem tudo são flores e eu tenho dois problemas com a App Store: primeiro, a App Store no Brasil simplesmente não tem jogos. Você pode até me dizer que criar uma conta na App Store argentina é fácil, mas eu posso comprar jogos na Nintendo eShop ou na PSN brasileira(ok, que abriu há poucos meses atrás, mas ainda assim...) sem ter que me envolver com atividades no limiar da legalidade. O segundo problema é que, embora tenha muito, muito jogo grátis na App Store, a maioria ou é demo ou é uma bosta. Sei que é duro, mas a verdade é que a maioria dos jogos que estão disponíveis de graça não valem nem esse preço e são um desperdício de tempo e espaço em disco, com raras pérolas no meio.

Aí é onde entra Dark Dot.

Só olhando o ícone do jogo e os screenshots na App Store já é surpreendente que um jogo que possa contratar um artista decente seja assim de graça. E as surpresas não param por aí, óbvio. Dark Dot é um jogo bonito, divertido, não foi visivelmente feito nas coxas e é até bem engraçado.

Formação estrela, ativar!
Formação estrela, ativar!
A história(simples) de Dark Dot é que o pequeno titular "ponto" se cansou de ser menosprezado por ser pequeno e, se entitulando "The Darkest Terror", decide liderar um pequeno exército para acabar com a raça de todo o mundo e tentar provar que ele é, sim, uma criatura digna de temor.

O jogo é um "shmup"(sigla pra "shoot'em up" ou, em bom português, "senta a púa") em que o jogador controla 12 dots(não, não dá pra ter mais) que podem ser organizados em qualquer formação que o jogador preferir. Ativando alguns pontos especiais do mapa, ele também pode lançar um ataque massivo, o Darkness Break, pra se livrar de paredes grossas de obstáculos ou inimigos poderosos.

E aí você pensa "caraca, um jogo supimpa desses de graça?!" Sim, exatamente. Tem um porém, claro: o jogo é desapontavelmente curto. Quando a história começa a ganhar gás, o jogo acaba. Não tenho certeza se o jogo é um demo e a versão completa está em desenvolvimento e será disponibilizada(por um preço) mais tarde, ou se ele será atualizado com o tempo, disponibilizando novos estágios com o tempo. Mas... de graça, meu amigo, ele vale totalmente a pena assim como é!

Nota final: 4/5, +1 por ser de grátis! :D