Uma breve introdução: toda vez que você ver no título esta "etiqueta" de "Resenha Clássica", isto significa que estamos refazendo uma resenha que já foi feita no nosso antigo site, Bruno Guedes e Toupeiras. Entretanto, como o site antigo não tinha esta proposta de ser um repositório de resenhas curtas, tivemos de reformatar o conteúdo original para caber em nossa nova proposta. Sem mais delongas, vocês podem conferir o texto original ao final desta resenha.


Watership Down, capa clássicaWatership Down, capa clássica
Watership Down pertence a um gênero subestimado da ficção, muito provavelmente porque é difícil parao público em geral levar a sério um livro que é impossível ser descrito sem mencionar que 96% do seu elenco é composto por coelhos. Aos curiosos, os outros 4% são um rato do campo, uma gaivota, um gato e alguns humanos. Mas não é preciso ir muito longe para descobrir que há menor de fábula e mais da dura realidade em Watership Down. Acho que não demoram 2 capítulos, aliás.

Depois de ultrapassada o que chamaremos de "barreira dos coelhos", Watership Down pode ser apreciado como o épico que realmente é. Temos um grupo de destemidos heróis descobrindo terras estranhas(para eles, ao menos, já que não há muito que ser descoberto na Inglaterra hoje em dia), enfrentando perigos reais e psicológicos na procura de um novo lar para substituir sua antiga terra condenada pela expansão imobiliária. E, depois de tudo feito e um novo paraíso encontrado, vem a guerra. E, provavelmente, você ainda está pensando como um livro de coelhos tem isto tudo. Pois é.

E, mais como um adendo do que qualquer coisa, Watership Down inclui, em breves interlúdios, contos mitológicos de "El-ahrairah" que variam de um tom tipicamente leve e bem humorado de fábula a algumas histórias menos agradáveis, como contos de fadas em suas versões mais originais e menos modernamente açucaradas. Enfim, são intervalos lúdicos na narrativa séria(com raras exceções) de Watership Down.

Como a maioria dos livros do gênero, é difícil encontrar uma versão traduzida de Watership Down, embora como poucos do gênero ele tenha uma versão traduzida(se não para o português brasileiro, para o clássico português) sob o título de "A Longa Jornada", se não muito me engano(informações precisas são difíceis de se achar). Portanto, a disposição para ler um romance inteiro em uma língua estrangeira é necessária.

Mas é pouco sacrifício por um épico incomum e emocionante. E, claro, a prática de leitura é apenas uma feliz coincidência.

Leia a resenha original aqui. Em breve, resenharemos também a adaptação animada de Watership Down e sua sequência, Tales of Watership Down.