Embora, a bem da verdade, eu não devesse estar fazendo essa resenha – porque eu ainda não terminei esse jogo – mas eu acho que já dá pra lhes apresentar este jogo ainda em tempo de continuar nosso especial Bioshock. Por que, senhoras e senhores, meninos e meninas, toupeiras e não-toupeias, antes de Bioshock houve um outro tipo de Shock. Era System Shock, mas como o primeiro jogo da série não só continua desaparecido no limbo das licensas e copyright, como é hermético pra caramba nos controles, vamos falar deste clássico que apenas recentemente reapareceu no mercado pelas mãos da excelente GOG.com.

Muito prazer, nós somos Os Muitos, e este é System Shock 2!

Look-ok at you, h-h-h-acker
Look-ok at you, h-h-h-acker

Em System Shock 2, o jogador encarna um oficial – e aqui a coisa já começa a ficar interessante, pois é o jogador que decide que tipo de oficial ele é – enviado em uma missão de escolta para proteger uma nave experimental de viagem FTL(mais veloz que a luz). No meio da viagem algo dá muito errado e você acorda do crio-sono no meio do caos, com a nave explodindo e mutantes atacando, e você deve tentar chegar ao fundo disso, descobrir o que está havendo e salvar o dia. Perdão se a coisa ficou meio genérica no final, mas é porque, infelizmente, não tive tempo de terminar o jogo ainda. Mas vamos ao que eu já consegui determinar da jogabilidade nesse tempo. :)

System Shock 2 deu a largada em vários dos elementos que torna Bioshock interessantes, especialmente o aspecto de customização do personagem. Em SS2 isso é ainda mais pronunciado, porque é bem mais difícil comprar upgrades, e por isso se o jogador não decidir qual "caminho" seguir desde cedo pode acabar com um personagem despreparado para tudo. O jogo também tem elementos bélicos(armas) e sobrenaturais(poderes psíquicos) e um subtexto desconstrutivista sobre alguma filosofia extremista(nesse caso, pelo que entendi, trans-humanismo e "Singularidade"). E a história também é contada através de "audio-logs".

Infelizmente, ainda não descobri se há abelhas, mas assim que descobrir eu conto. :P

O complicado é que System Shock 2 é... bem, complicado. Vários aspectos não são revelados ao jogador até um pouco tarde, armas se estragam e precisam de aprimoramentos até para usá-las, e no modo geral o jogo é mais difícil do que seus sucessores. E, embora em geral eu não ligue a mínima, os gráficos são de 1999, quando aparentemente colocar narizes de verdade nas pessoas era caro demais, em termos de polígonos.

Mas ainda assim System Shock 2 ainda é um clássico do FPS pelas inovações que trouxe, pela história – que eu ainda tenho que terminar, mas até agora está bem instigante – e pelos toques de terror. Sim, se vocês jogaram Bioshock 1 e 2, entendem do que eu estou falando. De qualquer forma, fiquei extremamente feliz de ver que System Shock 2 finalmente está sendo dsitribuído legalmente por alguém – novamente, a GOG.com –, porque alguém definitivamente merece ganhar algum dinheiro por isso!

E, enquanto Bioshock Infinite não chega... :D