Existem várias coisas nas quais a internet concorda, por exemplo: gatos são demais; se alguma coisa existe, há uma versão pornô dela; bacon é a própria re-encarnação de Jesus em forma de comida; e o Japão é um lugar estranho. Um lugar muito estranho. Há várias teorias propostas a respeito, mas o final das contas é que a genialidade somada à total loucura resulta em coisas incríveis de vez em quando, com por exemplo Earthbound. Mas a resenha de hoje não é sobre Earthbound.

É sobre Tokyo Jungle!

Tokyo Jungle, ou: Dawn of the Pomeranian
Tokyo Jungle, ou: Dawn of the Pomeranian

Em Tokyo Jungle, todas as pessoas misteriosamente sumiram de Tóquio – nome em português aqui porque senão Korso reclama –, deixando todos os animais domésticos, selvagens e até de zoológico à solta e por conta da própria sobrevivência. O jogo basicamente consiste em encarnar um desses animais e crescer e multiplicar pelo máximo de tempo possível.

Na verdade você começa com animais pequenos e vai abrindo mais à medida que vai jogando e completando missões. Seu primeiro predador, por assim dizer, é um Spitz Alemão,

Auuun
Auuun

Também conhecido como "Lulu-Da-Pomerânia".

Enfim, o gameplay não é complexo, envolve basicamente explorar as diferentes regiões de Tóquio marcando território, encontrando parceiros viáveis para passar os genes pra frente – inevitável, caso contrário você pode, sim, morrer de velhice – e conseguir comida. O que, no caso do nosso fofíssimo au-au supracitado, envolve matar outros animais com efeitos tarantinescos e tudo. E aí quando seu jogo vira, digamos, uma carnificina de gatos domésticos avançando sobre os prédios de Tóquio a procura de comida sob seu comando, daí você percebe que sim, este é um jogo japonês.

Isso, e o fato de que aquela parte de multiplicar também aparece no jogo. Bom, só os primeiros 5 segundos, mas já fica com uma cara de National Geographic. :P

E sim, você pode também sentar o pau como "presa". Em outras palavras, "Bambi é a vovozinha" (avance para 00:55 no vídeo aí)

Enfim, Tokyo Jungle é sensacional, embora um bocado repetitivo. Como eu disse, o gameplay não é complexo, e só muda mesmo porque você joga com animais com características bem diferentes – na boa, jogar de galinha é um inferno – mas no mais é mais ou menos o mesmo, até os desafios que você completa pra abrir mais opções são bem aleatórios – e às vezes impossíveis, por circunstâncias como o local que você tem de conquistar está coberto de névoa tóxica. Mas ainda é muito divertido e um ótimo exemplo dessas coisas doidas que vem do Japão. Vai ganhar um 3.5/5.

E agora, com vossa licença, tenho que tocar o terror em Tóquio com um bando de beagles. HEYO!