Bom dia, prezados colegas. Vocês que seguem meu perfil no Twitter – se você não segue, tá esperando o quê? – de repente perceberam que tem um certo influxo de postagens com links e algumas tags que aparecem de tantas e tantas horas. Incluindo de madrugada. Não, infelizmente eu ainda não descobri como nunca mais precisar dormir – mas eu acho que estou perto, vou jogar Amnesia alguma noite dessas e ver o que acontece –, o que aconteceu é que eu finalmente consegui programar um sistema de postagem automática de links aleatórios e implementei este sistema caseiro – sim, eu tenho essa tendência de fazer sistemas caseiros ao invés de achar soluções prontas na web; é a vida – tanto aqui como no meu site de excelentes quadrinhos Webcomics United. Ei, se eu não me promover, quem vai, certo?

Enfim, a questão é que, seguindo outros blogueiros que já implementavam sistemas parecidos para publicar links automaticamente(Izzy Nobre, Cardoso et al), eu reconheço que twits automáticos são um troço chato especialmente pra gente que nos acompanha há mais tempo. Mais ou menos na décima vez que você vê o mesmo link de dois meses atrás, começa a encher o saco, especialmente em períodos de menor atividade. O que eu quero dizer é: eu entendo seu incômodo, mas eu vou ter que me defender aqui, da mesma forma que resolvi não ser chato e reclamar de postagens automáticas de outras pessoas.

A questão é: ninguém fica famoso ficando quieto no seu canto. Bom, talvez algumas pessoas, mas as histórias de humildes artistas que ficam famosos do nada são ótimas histórias justamente porque são raras. Em geral publicidade faz parte do negócio, e a palavra chave aqui é negócio. Porque, cá entre nós, fazer as coisas por prazer é muito lindo e motivador no papel, mas infelizmente eu tentei comprar um pão de queijo outro dia com apreciação e satisfação pessoal e me disseram que infelizmente só estão recebendo dinheiro.

Pois é, o editorial de hoje não é lá muito motivador. Ou é, na verdade, porque decidir transformar seu prazer em algum tipo de trabalho requer alguma motivação pra fazer coisas que você preferia não ter que fazer. Nesse caso, ser um pouco de uma mala sem alça e expor mais à aprovação da internet meu trabalho porco. Faz parte.

Pois então: links automáticos e esses botões de compartilhamento que vocês verão aí em cima e em baixo do texto são apenas o começo, provavelmente. Pelas minhas convicções, eu vou fazer o possível pra não ficar muito no caminho de vocês – não vou botar milhares de pop-ups e camadas de mendicância, por exemplo; nem eu aguento isso em outros sites. Até porque eu aprecio meu tempo livre e meu espaço pessoal tanto quanto vocês. Então desculpa qualquer coisa e fiquem à vontade.